Salmos 78

ARC · Capítulo 78/150

1Escutae a minha lei, povo meu: inclinae os vossos ouvidos ás palavras da minha bocca.

2Abrirei a minha bocca n'uma parabola; fallarei enigmas da antiguidade.

3As quaes temos ouvido e sabido, e nossos paes nol-as teem contado.

4Não as encobriremos aos seus filhos, mostrando á geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.

5Porque elle estabeleceu um testemunho em Jacob, e poz uma lei em Israel, a qual deu aos nossos paes para que a fizessem conhecer a seus filhos.

6Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quaes se levantassem e a contassem a seus filhos.

7Para que pozessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.

8E não fossem como seus paes, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espirito não foi fiel com Deus

9Os filhos de Ephraim, armados e trazendo arcos, viraram costas no dia da peleja.

10Não guardaram o concerto de Deus, e recusaram andar na sua lei.

11E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver.

12Maravilhas que elle fez á vista de seus paes na terra do Egypto, no campo de Zoan.

13Dividiu o mar, e os fez passar por elle; fez com que as aguas parassem como n'um montão.

14De dia os guiou por uma nuvem, e toda a noite por uma luz de fogo.

15Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de beber como de grandes abysmos.

16Fez sair fontes da rocha, e fez correr as aguas como rios.

17E ainda proseguiram em peccar contra elle, provocando ao Altissimo na solidão.

18E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu appetite.

19E fallaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto?

20Eis que feriu a penha, e aguas correram d'ella; rebentaram ribeiros em abundancia: poderá tambem dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo?

21Pelo que o Senhor os ouviu, e se indignou: e accendeu um fogo contra Jacob, e furor tambem subiu contra Israel;

22Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação:

23Ainda que mandara ás altas nuvens, e abriu as portas dos céus,

24E chovera sobre elles o manná para comerem, e lhes dera do trigo do céu.

25O homem comeu o pão dos anjos; elle lhes mandou comida a fartar.

26Fez ventar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força.

27E choveu sobre elles carne como pó, e aves d'azas como a areia do mar.

28E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.

29Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo.

30Não refreiaram o seu appetite. Ainda lhes estava a comida na bocca,

31Quando a ira de Deus desceu sobre elles, e matou os mais gordos d'elles, e feriu os escolhidos d'Israel.

32Com tudo isto ainda peccaram, e não deram credito ás suas maravilhas.

33Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e os seus annos na angustia.

34Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.

35E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altissimo o seu Redemptor.

36Todavia lisongeavam-n'o com a bocca, e com a lingua lhe mentiam.

37Porque o seu coração não era recto para com elle, nem foram fieis no seu concerto.

38Porém elle, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade: e não os destruiu, antes muitas vezes desviou d'elles o seu furor, e não despertou toda a sua ira

39Porque se lembrou de que eram de carne, vento que vae e não torna.

40Quantas vezes o provocaram no deserto, e o molestaram na solidão!

41Voltaram atraz, e tentaram a Deus; e limitaram o Sancto d'Israel.

42Não se lembraram da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversario:

43Como obrou os seus signaes no Egypto, e as suas maravilhas no campo de Zoan;

44E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não podessem beber.

45Enviou entre elles enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruiram.

46Deu tambem ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho aos gafanhotos.

47Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sycomoros com pedrisco.

48Tambem entregou o seu gado á saraiva, e os seus rebanhos ás brazas ardentes.

49Lançou sobre elles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angustia, mandando maus anjos contra elles.

50Preparou caminho á sua ira; não retirou as suas almas da morte, mas entregou á pestilencia as suas vidas.

51E feriu a todo o primogenito no Egypto, primicias da sua força nas tendas de Cão.

52Mas fez com que o seu povo saisse como ovelhas, e os guiou pelo deserto como um rebanho.

53E os guiou com segurança, que não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos.

54E o trouxe até ao termo do seu sanctuario, até este monte que a sua dextra adquiriu.

55E expulsou as nações de diante d'elles, e as partiu em herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribus d'Israel.

56Comtudo tentaram e provocaram o Deus altissimo, e não guardaram os seus testemunhos.

57Mas retiraram-se para traz, e portaram-se infielmente como seus paes: viraram-se como um arco enganoso.

58Pois o provocaram á ira com os seus altos, e moveram o seu zelo com as suas imagens de esculptura.

59Deus ouviu isto e se indignou; e aborreceu a Israel em grande maneira.

60Pelo que desamparou o tabernaculo em Silo, a tenda que estabeleceu entre os homens.

61E deu a sua força ao captiveiro; e a sua gloria á mão do inimigo.

62E entregou o seu povo á espada; e se enfureceu contra a sua herança.

63O fogo consumiu os seus mancebos, e as suas donzellas não foram dadas em casamento.

64Os seus sacerdotes cairam á espada, e as suas viuvas não fizeram lamentação.

65Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho.

66E feriu os seus adversarios por detraz, e pôl-os em perpetuo desprezo.

67Além d'isto, recusou o tabernaculo de José, e não elegeu a tribu d'Ephraim.

68Antes elegeu a tribu de Judah; o monte de Sião, que elle amava.

69E edificou o seu sanctuario como altos palacios, como a terra que fundou para sempre.

70Tambem elegeu a David seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas:

71E o tirou do cuidado das que se achavam prenhes; para apascentar a Jacob, seu povo, e a Israel, sua herança.

72Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela industria de suas mãos.

📖 Estudio del capítulo

Resumen

Un extenso salmo histórico que recuerda la saga de Israel desde Egipto hasta David, mostrando el patrón repetido: Dios actúa con poder, el pueblo olvida y se rebela, y aun así la misericordia divina continúa.

Explicación

Este salmo funciona como un resumen poético de buena parte del Pentateuco (plagas de Egipto, maná, agua de la roca, conquista de Canaán) escrito para enseñar a la siguiente generación por medio del canto, práctica común en la educación oral de Israel. El punto central no es solo contar historia, sino advertir: olvidar los actos de Dios lleva a repetir los mismos errores. El salmo termina eligiendo a David y a la tribu de Judá, y no a Efraín, explicando teológicamente por qué la monarquía y el culto central quedaron en Jerusalén (tribu de Judá) y no en el norte. La aplicación de hoy es transmitir a las nuevas generaciones no solo reglas, sino la memoria viva de las cosas buenas que Dios ha hecho.

Curiosidades

  • El verso 60 menciona el abandono del 'tabernáculo de Silo' ('Dejó por tanto el tabernáculo de Silo, la tienda en que habitó entre los hombres') — Silo fue el lugar del santuario israelita antes del templo de Jerusalén, destruido hacia el 1050 a.C., un hallazgo confirmado por excavaciones arqueológicas en el sitio hoy llamado Khirbet Seilun.
  • La elección de David 'de las majadas de las ovejas' (v.70-71: 'Y eligió a David su siervo, y tomólo de las majadas de las ovejas... para que apacentase a Jacob su pueblo') evoca directamente la historia de 1 Samuel 16, cuando el joven pastor es ungido rey.

Explicación versículo por versículo

  1. Salmos 78:1El salmo comienza como un maestro que reúne a su público antes de contar una larga historia. "Mi ley" aquí significa enseñanza, instrucción — el relato que viene a continuación sobre el pasado del pueblo, no una norma jurídica aislada.
  2. Salmos 78:2Al abrir el salmo. "Parábola" y "cosas reservadas de antiguo" son citadas en el Evangelio de Mateo (13:35) sobre el método de enseñanza de Jesús. Aquí, esas palabras significan contar la historia del pueblo por medio de ejemplos y lecciones, no adivinanzas literales.
  3. Salmos 78:3"Hemos oído y entendido" muestra que el salmista no está inventando la historia que va a contar: es una tradición oral transmitida de padres a hijos por generaciones, forma común de preservar la memoria de un pueblo sin muchos registros escritos.
  4. Salmos 78:4Anuncia el propósito de todo el salmo: recontar a las próximas generaciones las cosas grandes que Dios hizo, para que la memoria del pasado no se pierda con el tiempo — un deber de transmisión que se repite en los versos siguientes.
  5. Salmos 78:5"Testimonio" y "ley" aquí se refieren a los mandamientos dados a Israel en el Sinaí. El verso describe cómo esas enseñanzas debían transmitirse: padres enseñando a hijos, formando una cadena de memoria entre generaciones.
  6. Salmos 78:6Repite la idea del verso anterior con otras palabras, recurso común en la poesía hebrea: la misma cadena de transmisión — padres contando a los hijos, que cuentan a los suyos — garantiza que las generaciones futuras conozcan la historia.
  7. Salmos 78:7Explica el objetivo final de toda esa transmisión: no es solo preservar una historia por preservarla, sino hacer que el pueblo confíe en Dios, recuerde lo que Él hizo y siga obedeciendo los mandamientos — memoria al servicio de la fe.
  8. Salmos 78:8Contrasta la generación que debía aprender con la de los antepasados, llamada aquí "contumaz y rebelde", terca y desobediente. Es el giro del salmo: de la lección sobre transmitir memoria al relato de las veces en que el pueblo falló.
  9. Salmos 78:9Hace referencia a algún episodio militar específico de cobardía o derrota de la tribu de Efraín, pero el texto no dice cuál batalla fue — los estudiosos no tienen certeza de qué evento histórico exacto tiene en mente el salmo.
  10. Salmos 78:10"Pacto" es la palabra para la alianza que Israel hizo con Dios en el Sinaí. Este verso resume en una frase corta la acusación central del salmo: el pueblo no cumplió ese pacto ni siguió la ley recibida.
  11. Salmos 78:11Repite la idea del olvido de forma más directa: no fue falta de pruebas, sino olvido voluntario de las maravillas que el propio pueblo había visto suceder con sus propios ojos.
  12. Salmos 78:12"Campo de Zoán" era una región en el delta del Nilo, una de las ciudades importantes del antiguo Egipto. Citar ese lugar específico ancla el relato en un punto real del mapa, mostrando que las maravillas tuvieron testigos, no son leyenda vaga.
  13. Salmos 78:13Recuerda la travesía del mar Rojo (Éxodo 14): las aguas amontonadas "como en un montón" describen el momento en que el mar se abrió y el pueblo cruzó a salvo, huyendo del ejército egipcio.
  14. Salmos 78:14Recuerda las columnas de nube y de fuego que guiaban a Israel en el desierto (Éxodo 13:21-22): nube de día, para sombra y orientación bajo el sol fuerte, y fuego de noche, luz y señal de que Dios seguía presente incluso en la oscuridad.
  15. Salmos 78:15Recuerda el episodio en que Dios hace brotar agua de una roca en el desierto (Éxodo 17 y Números 20), cuando el pueblo tenía sed. "Grandes abismos" exagera la cantidad, como si fuera un océano subterráneo abierto para ellos.
  16. Salmos 78:16Continúa la imagen del verso anterior: el agua de la roca no fue un hilo, sino manantiales que se volvieron ríos corrientes — forma poética de decir que la provisión de Dios fue generosa, mucho más allá de lo mínimo necesario.
  17. Salmos 78:17Marca el giro de la historia: a pesar de toda el agua y la protección recibidas, el pueblo siguió pecando en el desierto — la misma "soledad" (región desértica) donde acababan de presenciar milagros.
  18. Salmos 78:18Se refiere al episodio en que el pueblo, cansado del maná, comenzó a exigir carne en el desierto (Números 11). "Tentar a Dios" significa dudar de Él y poner a prueba sus límites, en vez de simplemente confiar y pedir.
  19. Salmos 78:19La pregunta irónica "¿podrá poner mesa en el desierto?" muestra el tamaño de la incredulidad del pueblo: incluso después de ver el mar abrirse y el agua brotar de la roca, todavía dudaban de que Dios pudiera alimentarlos.
  20. Salmos 78:20El pueblo usa el propio milagro del agua de la roca como argumento contra Dios, preguntando irónicamente si Él también conseguiría dar pan y carne — incredulidad que ignora lo que acababan de presenciar.
  21. Salmos 78:21Describe la reacción de Dios ante la incredulidad del pueblo: ira descrita como un "fuego" que se enciende contra Jacob (otro nombre para Israel) — probablemente referencia al episodio de Taberá, en Números 11:1-3.
  22. Salmos 78:22Explica la raíz de la ira de Dios mencionada en el verso anterior: no fue capricho, sino falta de fe — el pueblo simplemente no confiaba en que Dios pudiera o quisiera salvarlo, a pesar de todo lo que ya había hecho por ellos.
  23. Salmos 78:23Cambia el tono para mostrar la respuesta generosa de Dios a pesar de la incredulidad: Él "abrió las puertas de los cielos", imagen del cielo como un gran granero que se abre para derramar comida sobre el pueblo.
  24. Salmos 78:24Describe el maná, el alimento fino que aparecía en el suelo por la mañana en el desierto (Éxodo 16). "Trigo de los cielos" es una forma poética de decir que ese pan no vino de la tierra, sino que fue un regalo directo de Dios.
  25. Salmos 78:25"Pan de nobles" es la forma en que la Reina-Valera describe el maná, el alimento que cayó del cielo en el desierto (Éxodo 16). En otras versiones aparece como "pan de ángeles": no significa que los ángeles coman pan, sino que ese alimento venía directamente del cielo.
  26. Salmos 78:26Describe el viento que trajo las codornices en el episodio de Números 11: un viento del este y después del sur, mostrando que hasta las condiciones climáticas estaban bajo el control de Dios para atender el pedido de carne del pueblo.
  27. Salmos 78:27Continúa la escena de las codornices: tantas aves cayeron que la comparación usada es "como polvo" y "como arena de la mar" — exageración poética para describir una cantidad impresionante de comida lloviendo del cielo.
  28. Salmos 78:28Detalla dónde cayeron las codornices: justo en medio del campamento, alrededor de las tiendas — nadie necesitó cazar lejos, la carne pedida llegó prácticamente a las puertas de cada familia.
  29. Salmos 78:29Marca el momento en que el deseo del pueblo fue atendido: comieron hasta saciarse. El verso suena neutro, casi positivo, pero prepara el contraste impactante de lo que viene después.
  30. Salmos 78:30"Aún estaba su vianda en su boca" es una imagen bien literal e impactante: el juicio del próximo verso ocurre en medio de la propia comida, sin tiempo ni para terminar de comer.
  31. Salmos 78:31Se refiere al episodio de Kibrot-hataava, "las tumbas de la codicia" (Números 11:33-34): justo después de recibir la carne pedida, una plaga golpea al pueblo mientras aún comía, consecuencia de la codicia excesiva.
  32. Salmos 78:32Resume la repetición del patrón del salmo: incluso después de un castigo tan directo, el pueblo siguió pecando y no confió en los milagros ya vistos — incredulidad que se repite a pesar de la evidencia.
  33. Salmos 78:33Describe, sin entrar en detalles específicos, los cuarenta años de peregrinación en el desierto como consecuencia de esa incredulidad repetida — años consumidos "en nada" (vacíos, sin sentido) y en "tribulación".
  34. Salmos 78:34Describe un patrón psicológico muy humano: solo en momentos de crisis o castigo directo ("si los mataba") el pueblo se acordaba de buscar a Dios — arrepentimiento que dura poco, motivado por el miedo inmediato.
  35. Salmos 78:35En los momentos de aflicción mencionados en el verso anterior, el pueblo recordaba que Dios era su "refugio" — imagen de solidez y protección — y su "Redentor", aquel que los había rescatado de la esclavitud en Egipto.
  36. Salmos 78:36Revela que ese arrepentimiento de crisis era superficial: decían las palabras correctas ("lo lisonjeaban") pero mentían, sin cambio real de corazón — contraste entre lo que se dice y lo que realmente se siente.
  37. Salmos 78:37Explica por qué la lisonja del verso anterior era mentira: su corazón no estaba "recto", alineado con Dios, y no honraban de verdad el "pacto" firmado en el Sinaí.
  38. Salmos 78:38Después de enumerar las fallas repetidas del pueblo, el salmo se vuelve hacia el carácter de Dios: incluso ante tanta infidelidad, Él perdonaba en vez de destruir, conteniendo su propia ira — contraste con el comportamiento humano descrito antes.
  39. Salmos 78:39Explica por qué Dios contenía su ira: recordaba que el pueblo era apenas "carne", frágil y mortal, comparado a un "soplo que va y no vuelve" — imagen de la vida humana como algo pasajero ante la eternidad divina.
  40. Salmos 78:40Una exclamación que resume, en tono casi cansado, los episodios de rebelión ya narrados: repetidas provocaciones contra Dios en la misma región desértica donde Él los alimentaba y protegía.
  41. Salmos 78:41"Ponían límite al Santo de Israel" es una forma poco común de decir que el pueblo, en el corazón, ponía un límite a lo que creía que Dios podía o quería hacer — desconfiando de su poder incluso después de tantos milagros.
  42. Salmos 78:42Sirve de puente en el poema: a partir de aquí el salmo retrocede en el tiempo para detallar, verso a verso, las plagas de Egipto que el pueblo olvidó — el "día que los redimió de angustia" es la liberación de la esclavitud egipcia.
  43. Salmos 78:43Repite casi las mismas palabras del verso 12, formando un enlace entre las dos partes del salmo: ahora va a detallar, una a una, las plagas que ocurrieron en Egipto, en la misma región del campo de Zoán.
  44. Salmos 78:44Describe la primera de las plagas de Egipto (Éxodo 7:14-24): las aguas del Nilo, fuente de vida del país, convertidas en sangre, haciendo imposible beber de la misma agua que sostenía a la nación egipcia.
  45. Salmos 78:45Recuerda dos plagas de Egipto al mismo tiempo: enjambres de moscas y la invasión de ranas (Éxodo 8) — plagas que se apoderaron de la vida cotidiana egipcia, incomodando desde la comida hasta los cuartos de las casas.
  46. Salmos 78:46Se refiere a la plaga de langostas (Éxodo 10): "pulgón" es una traducción antigua para un tipo de insecto devorador de cultivos, que junto con las langostas destruyó la producción agrícola de Egipto.
  47. Salmos 78:47Describe la plaga de granizo (Éxodo 9), que destruyó las viñas egipcias, y menciona los sicómoros, árboles comunes en el antiguo Egipto usados por su madera y sus frutos — la agricultura del país arrasada por el hielo cayendo del cielo.
  48. Salmos 78:48Continúa describiendo la plaga de granizo, ahora alcanzando a los animales: ganado y rebaños muertos por las piedras de hielo y por el "fuego" (rayos), completando el cuadro de destrucción sobre la economía egipcia.
  49. Salmos 78:49Describe las plagas de Egipto como agentes enviados por Dios para castigar. "Malos ángeles" aquí significa mensajeros de desgracia al servicio de Dios, no espíritus malignos actuando por cuenta propia.
  50. Salmos 78:50Describe, de forma genérica, el avance de la ira de Dios contra Egipto a través de una plaga de pestilencia (probablemente la peste del ganado, Éxodo 9:1-7) — la vida de los egipcios entregada a la enfermedad como parte del juicio.
  51. Salmos 78:51Recuerda la plaga final y más grave de Egipto: la muerte de los primogénitos (Éxodo 12). "Tiendas de Cam" se refiere a Cam, hijo de Noé y ancestro bíblico de los egipcios (Génesis 10), forma poética de decir "en Egipto".
  52. Salmos 78:52Después de enumerar las plagas, el salmo vuelve a Israel: usa la imagen del pastor y el rebaño, común en toda la Biblia hebrea, para describir cómo Dios condujo al pueblo fuera de Egipto con cuidado, como quien guía ovejas.
  53. Salmos 78:53Continúa la escena de la salida de Egipto: el pueblo cruzó a salvo sin miedo, mientras el mar que acababan de atravesar se cerraba sobre el ejército egipcio que los perseguía — el desenlace de la travesía del mar Rojo.
  54. Salmos 78:54"Este monte" describe la llegada de Israel a la tierra prometida como el fin de una larga jornada guiada por Dios. Probablemente se refiere a la región de Jerusalén y al monte Sión, tratados como el destino final y sagrado.
  55. Salmos 78:55Resume la conquista de Canaán: las naciones que ya vivían allí fueron expulsadas, y la tierra fue repartida entre las tribus de Israel "con cuerdas" (método antiguo de medir terrenos), recibiendo cada familia su parte.
  56. Salmos 78:56Después de contar la conquista de la tierra, el salmo muestra que el patrón de rebelión no se detuvo: ya instalado en Canaán, el pueblo volvió a poner a prueba a Dios e ignorar los mandamientos, repitiendo el ciclo del desierto.
  57. Salmos 78:57"Arco engañoso" describe un arco defectuoso, que falla el blanco incluso bien manejado — imagen de la inconstancia del pueblo, que parecía confiable pero fallaba a la hora de cumplir lo que debía.
  58. Salmos 78:58"Altos" eran santuarios en lugares elevados, usados para cultos a otros dioses; las "esculturas" son ídolos tallados. El verso describe la idolatría practicada por Israel ya en la tierra prometida, copiando costumbres vecinas.
  59. Salmos 78:59Marca la reacción de Dios ante la idolatría descrita en el verso anterior: una indignación fuerte, descrita como aversión hacia Israel — preparando el desenlace trágico que se cuenta a continuación, incluyendo el abandono del santuario en Silo.
  60. Salmos 78:60Recuenta el episodio en que el Arca de la Alianza fue capturada por los filisteos (1 Samuel 4). "Su fortaleza", mencionada justo después, es una forma de referirse a la propia Arca, entendida como símbolo de la presencia y el poder de Dios entre el pueblo.
  61. Salmos 78:61Se refiere a la captura del Arca de la Alianza por los filisteos (1 Samuel 4): "su fortaleza" y "su gloria" son formas poéticas de referirse a la propia Arca, entregada en manos del enemigo como castigo por la infidelidad del pueblo.
  62. Salmos 78:62Describe la derrota militar de Israel ante los filisteos en la batalla de Afec (1 Samuel 4), cuando el Arca fue capturada — tragedia tratada aquí como consecuencia directa de la ira de Dios contra su propio pueblo.
  63. Salmos 78:63Describe los efectos devastadores de la derrota: murieron tantos hombres jóvenes en la guerra que no quedaron suficientes pretendientes para que las jóvenes se casaran — imagen de una generación entera diezmada por el conflicto.
  64. Salmos 78:64Recuerda la muerte de los sacerdotes Ofni y Finees en la misma batalla (1 Samuel 4:11). Decir que las viudas "no lamentaron" sugiere que la tragedia fue demasiado grande, o demasiado rápida, para los rituales acostumbrados de luto.
  65. Salmos 78:65Después de describir a Dios como ausente durante la derrota, el salmo cambia de tono: Él "despierta" como alguien que sale del sueño, o como un guerrero animado por el vino — imagen vigorosa del momento en que Dios finalmente actúa.
  66. Salmos 78:66Describe el giro militar a favor de Israel, con los enemigos golpeados "en las partes posteriores" — probable referencia a la derrota humillante de los filisteos tras capturar el Arca (1 Samuel 5), cuando sufrieron plagas y la devolvieron.
  67. Salmos 78:67Marca un cambio geográfico y político importante: Dios deja de lado el santuario de Silo, ligado a la tribu de Efraín (descendiente de José), preparando la transición hacia un nuevo centro religioso en otro lugar.
  68. Salmos 78:68En contraste con el rechazo de Efraín en el verso anterior, Dios elige a la tribu de Judá y al monte Sión como su lugar preferido — inicio de la asociación entre Jerusalén, el linaje de David y la presencia de Dios.
  69. Salmos 78:69Describe la construcción del santuario en Jerusalén (el templo de Salomón) comparando su solidez con la de la propia tierra, algo firme y permanente — forma poética de expresar confianza en la durabilidad de esa nueva morada de Dios.
  70. Salmos 78:70Recuerda el origen humilde de David: fue elegido mientras todavía trabajaba como pastor de ovejas, sacado de en medio del rebaño para convertirse en rey — recordatorio de que la elección de Dios no siguió la lógica del nacimiento noble.
  71. Salmos 78:71Continúa describiendo la vida pastoril de David antes de ser rey, mencionando el cuidado de ovejas preñadas o con crías — detalle que refuerza la imagen de pastor atento, usada después para describir su cuidado con el pueblo.
  72. Salmos 78:72Cierra el salmo resumiendo el gobierno de David con la misma imagen pastoril: liderazgo con integridad de corazón y habilidad práctica ("la pericia de sus manos") — contraste final con toda la infidelidad del pueblo narrada en el salmo.

Capítulos

Nuestras apps

Nuestras apps →

Biblia en Historias

La Biblia contada como narrativa, con audio y videos.

📱 Descargar la app

World in Stories

Historias reales de la humanidad que parecen inventadas.

Feito! Pequenas Vitórias

Rutina ligera de tareas para quien se pierde en el día a día.