1Ó Senhor, ouve a minha oração, inclina os ouvidos ás minhas supplicas: escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça,
2E não entres em juizo com o teu servo, porque á tua vista não se achará justo nenhum vivente.
3Pois o inimigo perseguiu a minha alma; atropellou-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aquelles que morreram ha muito.
4Pelo que o meu espirito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado.
5Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.
6Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sêde de ti, como terra sedenta (Selah).
7Ouve-me depressa, ó Senhor; o meu espirito desmaia; não escondas de mim a tua face, para que não seja similhante aos que descem á cova.
8Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.
9Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.
10Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus: o teu Espirito é bom; guia-me por terra plana.
11Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angustia.
12E por tua misericordia desarreiga os meus inimigos, e destroe a todos os que angustiam a minha alma: pois sou teu servo.
📖 Estudio del capítulo
Resumen
El último de los siete salmos penitenciales: una súplica humilde que reconoce que "no se justificará delante de ti ningún viviente", pidiendo dirección ("enséñame á hacer tu voluntad") y liberación de la persecución de enemigos que lo hicieron habitar en la oscuridad.
Explicación
Este salmo combina elementos de lamento personal (persecución, angustia) con una confesión teológica notable — "no se justificará delante de ti ningún viviente" (v.2) —, reconociendo la limitación humana ante la perfecta justicia de Dios, un tema que anticipa discusiones posteriores en el Nuevo Testamento sobre la necesidad de la gracia (Pablo cita una idea semejante en Romanos 3:20). La imagen de ser guiado a "tierra de rectitud" (v.10) sugiere el deseo de un camino sencillo y sin trampas en medio de circunstancias complicadas. La aplicación hoy es que pedir dirección diaria a Dios, en vez de confiar solo en la propia capacidad de discernir el camino correcto, es una práctica de humildad genuina.
Curiosidades
- El versículo 2 ("no se justificará delante de ti ningún viviente") es retomado por Pablo en Romanos 3:20 al explicar por qué nadie es justificado por la práctica de la ley.
- Es el último de los siete "salmos penitenciales" tradicionales (6, 32, 38, 51, 102, 130 y 143), usados históricamente en contextos de arrepentimiento profundo.