1Ha um mal que tenho visto debaixo do sol, e mui frequente é entre os homens:
2Um homem a quem Deus deu riquezas, fazenda e honra, e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja, e Deus não lhe dá poder para d'ahi comer, antes o estranho lh'o come: tambem isto é vaidade e uma má enfermidade.
3Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos annos, e os dias dos seus annos forem muitos, porém a sua alma se não fartar do bem, e tambem não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que elle.
4Porquanto debalde veiu, e ás trevas se vae, e de trevas se encobre o seu nome.
5E ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanço tem do que o tal.
6E, ainda que vivesse duas vezes mil annos e não visse o bem, porventura todos não vão para um mesmo logar?
7Todo o trabalho do homem é para a sua bocca, e comtudo nunca se enche a sua cubiça.
8Porque, que mais tem o sabio do que o tolo? e que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos?
9Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cubiça: tambem isto é vaidade, e afflicção de espirito.
10Seja qualquer o que fôr, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem, e que não póde contender com o que é mais forte do que elle.
11Na verdade que ha muitas coisas que multiplicam a vaidade: que mais tem o homem com ellas!
12Porque quem sabe o que é bom n'esta vida para o homem, durante o numero dos dias da vida da sua vaidade, os quaes gasta como sombra? porque quem declarará ao homem que é o que passará depois d'elle debaixo do sol
📖 Estudio del capítulo
Resumen
El predicador describe el caso triste de un hombre rico que no logra disfrutar de sus riquezas, diciendo que un niño nacido muerto tendría más descanso que él. Concluye que el deseo humano nunca se satisface plenamente.
Explicación
Este capítulo intensifica la reflexión sobre la futilidad de acumular riqueza sin propósito: ¿de qué sirve tenerlo todo si Dios no concede la capacidad de disfrutarlo? La comparación con el niño nacido muerto, aunque chocante para los estándares modernos, era una forma retórica hebrea extrema para enfatizar que una existencia sin satisfacción genuina es peor que no existir. "Todo el trabajo del hombre es para su boca" (versículo 7) resume esa futilidad: por más que se trabaje, el deseo nunca queda saciado. El capítulo termina con preguntas retóricas sin respuesta fácil, reconociendo los límites del conocimiento humano sobre lo que realmente es bueno en la vida. Aplicación de hoy: la gratitud por lo poco que se puede genuinamente disfrutar vale más que acumular sin límites y sin alegría.
Curiosidades
- La afirmación de que "todo el trabajo del hombre es para su boca" (versículo 7) hace eco de un proverbio semejante hallado en textos de sabiduría egipcios antiguos, mostrando cómo estas reflexiones sobre los límites de la satisfacción humana eran un tema común en la literatura sapiencial del Oriente Próximo.
- Este es uno de los capítulos más cortos del libro, pero funciona como una bisagra: cierra la primera mitad de reflexiones sobre vanidad y riqueza, abriendo paso a los consejos prácticos de sabiduría de los capítulos siguientes.