Marcos 14

BLIVRE · Capítulo 14/16

1E dali a dois dias era a Páscoa, e [a festa] dos pães sem fermento; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas buscavam um meio de prendê-lo através de um engano, e o matarem.

2Diziam, porém: “Não na festa, para que não aconteça tumulto entre o povo.”

3E estando ele em Betânia, na casa de Simão o Leproso, sentado [à mesa] , veio uma mulher, que tinha um vaso de alabastro, de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso de alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele.

4E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram: “Para que foi feito este desperdício do óleo perfumado?

5Porque isto podia ter sido vendido por mais de trezentos denários, e seria dado aos pobres.” E reclamavam contra ela.

6Porém Jesus disse: “Deixai-a; por que a incomodais? Ela me fez boa obra.

7Porque pobres sempre tendes convosco; e quando quiserdes, podeis lhes fazer bem; porém a mim, nem sempre me tendes.

8Esta fez o que podia; adiantou-se para ungir o meu corpo, para a sepultura.

9Em verdade vos digo, que onde quer que em todo o mundo este Evangelho for pregado, também o que esta fez será dito em sua memória.”

10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi aos chefes dos sacerdotes, para o entregar a eles.

11E eles ouvindo, alegraram-se; e prometeram lhe dar dinheiro; e buscava como o entregaria em tempo oportuno.

12E o primeiro dia dos pães sem fermento, quando sacrificavam [o cordeiro da] Páscoa, seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que vamos preparar para comerdes a Páscoa?”

13E mandou dois de seus discípulos, e disse-lhes: “Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará, a ele segui.

14E onde quer que ele entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o cômodo onde comerei Páscoa com meus discípulos?

15E ele vos mostrará um grande salão, ornado e preparado; ali fazei os preparativos para nós.”

16E seusdiscípulos saíram, e vieram à cidade, e acharam como havia lhes dito, e prepararam a Páscoa.

17E chegada a tarde, veio com os doze.

18E quando se sentaram [à mesa] , e comeram, Jesus disse: “Em verdade vos digo, que um de vós, que está comendo comigo, me trairá.”

19E eles começaram a se entristecer, e a lhe dizer um após outro: “Por acaso sou eu?” E outro: “Por acaso sou eu?”

20Porém ele lhes respondeu: “[É] um dos doze, o que está molhando [a mão] comigo no prato.

21Em verdade o Filho do homem vai, como está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído; bom lhe fosse ao tal homem não haver nascido.”

22E enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão; e bendizendo, partiu-o, deu-lhes, e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo.”

23E tomando o copo, e dando graças, deu-lhes; e todos beberam dele.

24E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o do novo testamento, que é derramado por muitos.

25Em verdade vos digo, que não beberei mais do fruto da vide, até aquele dia, quando o beber novo no Reino de Deus.”

26E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

27E Jesus lhes disse: “Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: Ferirei ao pastor, e as ovelhas serão dispersas.

28Mas depois de eu haver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.”

29E Pedro lhe disse: “Ainda que todos falhem, eu não [falharei] .”

30Jesus lhe disse: “Em verdade te digo, que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes.”

31Mas [Pedro] , insistindo, dizia: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, em maneira nenhuma te negarei.” E todos diziam também da mesma maneira.

32E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.”

33E tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e começou a ficar muito apavorado e angustiado.

34E disse-lhes: “Minha alma totalmente está triste até a morte; ficai-vos aqui, e vigiai.”

35Então ele foi um pouco mais adiante, e prostrou-se em terra. E orou, que se fosse possível, afastasse dele aquela hora.

36E disse: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; passa de mim este copo; porém não [se faça] o que eu quero, mas sim o que tu [queres] .”

37Depois veio de volta, e os achou dormindo; e disse a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não podes vigiar uma hora?

38Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação; o espírito em verdade [está] pronto, mas a carne [é] fraca.”

39E depois que se foi novamente, orou, dizendo as mesmas palavras.

40Quando voltou, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados, e não sabiam o que lhe responder.

41E veio a terceira vez, e disse-lhes: “Ainda estais dormindo e descansando? Basta, chegada é a hora. Eis que o Filho do homem é entregue em mãos dos pecadores.

42Levantai-vos, vamos; eis que o que me trai está perto.

43E logo, enquanto ele ainda estava falando, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes, dos escribas, dos anciãos.

44E o que o traía lhes tinha dado um sinal comum, dizendo: “Ao que eu beijar, é esse; prendei-o, e levai-o em segurança.”

45E quando veio, logo foi-se a ele, e disse-lhe: “Rabi, Rabi”, e o beijou.

46Então o agarraram, e o prenderam.

47E um dos que estavam ali presentes puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha.

48Jesus começou a lhes dizer: “Viestes me prender com espadas e bastões, como [se eu fosse] um bandido?

49Todo dia eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas [assim se faz] para que as Escrituras se cumpram.”

50Então todos o deixaram, e fugiram.

51E certo rapaz o seguia, envolto num lençol sobre o [corpo] nu. E os rapazes o agarraram.

52Mas ele largou o lençol, e fugiu deles nu.

53E levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ajuntaram-se a ele todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e os escribas.

54E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e ficou sentado com os oficiais, esquentando-se ao fogo.

55E os chefes dos sacerdotes, e todo o supremo conselho buscavam [algum] testemunho contra Jesus, para o matarem, e não [o] achavam.

56Porque muitos davam falso testemunho contra ele, mas os testemunhos não concordavam entre si.

57E alguns se levantavam e davam falso testemunho contra ele, dizendo:

58“Nós o ouvimos dizer: Eu derrubarei este templo feito por mãos, e em três dias construirei outro feito não por mãos.

59E nem assim o testemunho deles era concordante.

60Então o sumo sacerdote levantou-se no meio, e perguntou a Jesus: “Não respondes nada? O que estes testemunham contra ti?”

61Mas ele ficou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar: “És tu o Cristo, o Filho daquele que é Bendito?”

62Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do Poderoso , e vindo com as nuvens do céu.”

63E o sumo sacerdote, rasgando suas roupas, disse: “Para que mais necessitamos de testemunhas?

64Vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos o condenaram como culpado de morte.

65E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir o rosto dele; e a dar-lhe de socos, e dizer-lhe: “Profetiza”. E os oficiais lhe davam bofetadas.

66E, enquanto Pedro estava no pátio abaixo, veio uma das servas do sumo sacerdote.

67Quando ela viu Pedro, que estava sentado esquentando-se, olhou para ele, e disse: “Também tu estavas com Jesus, o Nazareno.”

68Mas ele negou, dizendo: “Não [o] conheço, nem sei o que dizes.”; e saiu para o alpendre. Então o galo cantou.

69A serva o viu outra vez, e começou a dizer aos que ali estavam: “Este é um deles”.

70Mas ele o negou de novo. E pouco depois, outra vez os que ali estavam disseram a Pedro: “Verdadeiramente tu és um deles; pois também és galileu”, e a tua fala é semelhante”.

71Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, [dizendo] : “Não conheço esse homem de quem dizeis.”

72O galo cantou a segunda vez. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus havia lhe dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.” Então ele retirou-se dali e chorou.

📖 Estudio del capítulo

Resumen

Jesús es ungido en Betania, celebra la última cena instituyendo el pan y el vino, ora angustiado en Getsemaní, es traicionado por Judas, apresado, juzgado ante el Sanedrín y negado tres veces por Pedro antes de que cante el gallo.

Explicación

La unción con nardo puro, un perfume caro importado probablemente de la India, era un gesto de devoción extravagante que Jesús interpreta como una preparación simbólica para su sepultura, defendiendo a la mujer de las críticas de los presentes. La última cena, celebrada durante la Pascua judía, adquiere un nuevo significado cuando Jesús asocia el pan con su cuerpo y el vino con su sangre derramada, una reinterpretación que se volvería central en la práctica cristiana posterior. La oración angustiada en Getsemaní, con el pedido de que el 'cáliz' pasara de Él, revela la intensidad emocional genuina de Jesús ante la muerte inminente, aun manteniendo su sumisión a la voluntad del Padre. El detalle único en Marcos sobre un joven que huyó desnudo, dejando la sábana atrás durante el arresto de Jesús, es frecuentemente asociado por los estudiosos con el propio autor del evangelio, Marcos, dando testimonio discreto de su presencia en la escena.

Curiosidades

  • El joven que huyó desnudo al ser agarrado (versículos 51-52) es un detalle exclusivo de Marcos, sin paralelo en los demás evangelios, lo que lleva a muchos estudiosos a especular que sea una firma discreta del propio autor en la narración.
  • 'Getsemaní' significa 'prensa de aceite', nombre apropiado para un huerto de olivos en la base del monte de los Olivos, donde el aceite se extraía de las aceitunas recogidas en la región.

Explicación versículo por versículo

  1. Marcos 14:1La Pascua y la fiesta de los panes sin levadura se trataban prácticamente como un único período de siete días — los líderes religiosos necesitan actuar con engaño justamente porque la popularidad de Jesús hacía arriesgado un arresto abierto.
  2. Marcos 14:2El miedo al alboroto viene de que Jerusalén se llenaba de peregrinos durante la fiesta, lo que multiplicaba el riesgo de cualquier reacción popular si el arresto ocurría allí.
  3. Marcos 14:3El frasco de alabastro solo servía para un uso único: romper el cuello para derramar el perfume de nardo, importado y carísimo, era un gesto sin vuelta atrás, generoso al extremo.
  4. Marcos 14:4La indignación de algunos es una reacción práctica y comprensible: ese perfume valía una fortuna, y derramarlo de una vez parecía un desperdicio enorme.
  5. Marcos 14:5El ungüento de nardo puro, guardado en un frasco de alabastro, era un perfume carísimo, importado de lejos, reservado normalmente para ocasiones muy especiales. Trescientos denarios equivalían a casi un año de salario de un trabajador común, lo que explica la indignación ante lo que parecía un desperdicio enorme derramado de una sola vez.
  6. Marcos 14:6Jesús defiende a la mujer sin medias tintas, llamando a su gesto directamente una buena obra, no un exceso fuera de lugar.
  7. Marcos 14:7Jesús no está despreciando el cuidado de los pobres, solo señala que la oportunidad de ungir Su cuerpo en persona, allí, era única y limitada en el tiempo, distinta de la ayuda a los pobres, que seguiría siendo posible siempre.
  8. Marcos 14:8Jesús reinterpreta el gesto de ella como una anticipación simbólica de Su propia sepultura, aunque la mujer tal vez no hubiera pensado en eso al hacerlo.
  9. Marcos 14:9Esta promesa sorprende por su alcance: una mujer sin nombre en este relato recibiría memoria en cualquier lugar del mundo donde se predicara el evangelio — una de las pocas veces en que Jesús promete memoria permanente a alguien.
  10. Marcos 14:10La frase es corta y directa, pero pesada: Judas, descrito como “uno de los doce”, es quien busca a los sacerdotes para entregar a Jesús — la traición viene de dentro del círculo más cercano.
  11. Marcos 14:11La alegría de los sacerdotes y la promesa de dinero muestran que la traición fue negociada con anticipación, no una decisión impulsiva tomada en el momento del arresto.
  12. Marcos 14:12La Pascua judía recordaba la salida de Egipto, y durante la semana de la fiesta de los panes sin levadura las familias comían pan sin levadura en memoria de la prisa de esa salida. Era tradición sacrificar un cordero y hacer esa comida en Jerusalén, lo que explica por qué Jesús y los discípulos necesitan organizar un lugar específico en la ciudad para la cena.
  13. Marcos 14:13Cargar agua era tarea típicamente femenina en la época, así que un hombre haciendo eso sería fácil de identificar entre la multitud — una señal acordada, parecida al esquema usado para buscar el burrito antes de la entrada en Jerusalén.
  14. Marcos 14:14El mensaje para el dueño de la casa sigue el mismo estilo de recado acordado con antelación, sin que el texto explique exactamente cómo se había hecho ese arreglo.
  15. Marcos 14:15Los salones superiores amueblados se usaban para reuniones más grandes en la época; ese ya estaba listo, señal de que la preparación para ese encuentro venía de antes.
  16. Marcos 14:16Todo sucede exactamente como Jesús lo había descrito, confirmando el arreglo previo para esa cena de Pascua.
  17. Marcos 14:17La llegada de la noche marca el inicio de la cena, con Jesús reunido con los doce para la comida de Pascua.
  18. Marcos 14:18Anunciar la traición durante la propia comida pesa más de lo que parece: comer juntos implicaba un fuerte lazo de confianza en esa cultura, lo que hace aún más grave la traición de alguien de la mesa.
  19. Marcos 14:19La reacción de los discípulos no es de acusación mutua, sino de genuina autoduda — cada uno pregunta por sí mismo, sin señalar a los demás.
  20. Marcos 14:20Mojar el pan en el mismo plato era una costumbre común de comida compartida, así que esa respuesta todavía no revelaba por sí sola quién era el traidor específico.
  21. Marcos 14:21La frase junta dos ideas que quedan sin solución fácil una al lado de la otra: el Hijo del hombre cumpliendo algo ya escrito, y al mismo tiempo una culpa real recayendo sobre quien Lo traiciona.
  22. Marcos 14:22Esta era la comida de Pascua, con elementos fijos como el pan y el vino que ya formaban parte del ritual judío desde hacía siglos. Jesús reinterpreta esos elementos comunes de la cena, ligando el pan a Su propio cuerpo, en una relectura que los discípulos allí solo entenderían de verdad después de la crucifixión.
  23. Marcos 14:23La copa es compartida por todos al mismo tiempo, un gesto colectivo que refuerza la unión del grupo en torno a la misma comida.
  24. Marcos 14:24Llamar al vino “sangre del nuevo pacto” remite a la escena del Sinaí, cuando la sangre sellaba la alianza antigua, y a la promesa profética de una alianza nueva todavía por venir.
  25. Marcos 14:25El voto de no beber vino de nuevo hasta el reino de Dios liga esta comida a un banquete futuro esperado, posponiendo el próximo brindis para después de un cumplimiento mayor.
  26. Marcos 14:26El himno cantado antes de salir probablemente eran los salmos de alabanza tradicionalmente entonados al final de la comida de Pascua.
  27. Marcos 14:27La cita viene del profeta Zacarías, sobre un pastor herido y ovejas que se dispersan — una predicción directa del abandono colectivo que los discípulos harían esa misma noche.
  28. Marcos 14:28Aun previendo el abandono, Jesús ya adelanta el reencuentro después de la resurrección, una promesa que reaparece más tarde, junto a la tumba vacía.
  29. Marcos 14:29Pedro se coloca como excepción a la predicción, confiado en que resistiría donde los demás fallarían.
  30. Marcos 14:30La predicción es bastante específica, con el detalle del gallo cantando dos veces — un detalle que solo aparece de esta forma en el relato de Marcos entre los evangelios.
  31. Marcos 14:31Todos los discípulos repiten la misma promesa exagerada de lealtad, no solo Pedro, dejando claro que el exceso de confianza era colectivo, no solo suyo.
  32. Marcos 14:32Getsemaní significa “prensa de aceite”, nombre que viene del uso del lugar para exprimir aceitunas, un huerto en la ladera del monte de los Olivos.
  33. Marcos 14:33Pedro, Jacobo y Juan, el mismo trío que había visto la transfiguración y la resurrección de la hija de Jairo, ahora presencian lo opuesto: Jesús tomado por una angustia profunda.
  34. Marcos 14:34La frase sobre el alma triste hasta la muerte usa un lenguaje de lamento parecido al de algunos salmos antiguos, una expresión cruda de sufrimiento emocional extremo.
  35. Marcos 14:35Caer postrado en el suelo, y no solo arrodillarse, muestra el tamaño de la aflicción detrás de este pedido para que esa hora, si era posible, pasara lejos de Él.
  36. Marcos 14:36“Abba” es una palabra aramea usada en casa, informal, más parecida a “papá” que a un título solemne, y Marcos la mantiene en el original antes de traducirla: “Abba, Padre, todas las cosas son á ti posibles”. Es uno de los pocos registros directos de la forma íntima en que Jesús se dirigía a Dios en oración, en un momento de angustia extrema en el huerto.
  37. Marcos 14:37Jesús llama a Pedro por su nombre original, Simón, no por el apodo Pedro — un detalle que suena como un recordatorio sutil de la promesa exagerada de lealtad hecha minutos antes.
  38. Marcos 14:38Ese dicho sobre el espíritu dispuesto y la carne débil describe exactamente lo que está pasando allí: la intención de los discípulos era buena, pero el cansancio físico venció.
  39. Marcos 14:39Jesús repite la misma oración casi palabra por palabra, mostrando que la lucha interna seguía igual, sin resolución rápida.
  40. Marcos 14:40Encontrarlos dormidos de nuevo, sin siquiera saber qué responder, muestra la vergüenza de los discípulos ante una segunda falla en la misma noche.
  41. Marcos 14:41El tono cambia la tercera vez: en vez de reprender, Jesús acepta que el momento ha llegado — la hora de la entrega finalmente había llegado.
  42. Marcos 14:42La transición es inmediata: apenas termina la oración, ya es hora de actuar, con el traidor acercándose.
  43. Marcos 14:43La multitud armada con espadas y palos, enviada por los propios sacerdotes que temían actuar en público, muestra la elección de una emboscada nocturna en vez de un arresto a plena luz.
  44. Marcos 14:44Usar un beso, gesto común de saludo respetuoso entre maestro y discípulo, como señal acordada de traición vuelve el gesto aún más perverso que una simple denuncia.
  45. Marcos 14:45Repetir “Maestro, Maestro” antes del beso refuerza la falsa cercanía: la apariencia de afecto cubriendo lo que era, en la práctica, una entrega calculada.
  46. Marcos 14:46El arresto sucede de forma directa y física, sin ceremonia: manos sobre Él, y queda preso.
  47. Marcos 14:47La reacción de uno de los presentes, cortando la oreja del siervo del sumo sacerdote, es un gesto impulsivo de violencia, sin orden ni plan detrás.
  48. Marcos 14:48Jesús contrasta el exceso de la operación armada con la forma en que siempre estuvo disponible públicamente, sin necesitar nunca de fuerza para ser encontrado.
  49. Marcos 14:49Jesús señala la incoherencia: enseñaba abiertamente en el templo todos los días sin ser arrestado, y solo ahora, escondidos de noche, deciden actuar — un patrón que Él liga al cumplimiento de algo ya escrito.
  50. Marcos 14:50El abandono colectivo de los discípulos se cumple exactamente como Jesús lo había predicho horas antes, esa misma noche.
  51. Marcos 14:51Ese joven sin nombre aparece de la nada y desaparece enseguida, huyendo sin la ropa que llevaba puesta para no ser agarrado. Es un detalle tan específico y sin función obvia en la historia que muchos estudiosos creen que solo tiene sentido como recuerdo personal de alguien que estuvo allí esa noche.
  52. Marcos 14:52Ese joven sin nombre, huyendo desnudo al soltar la sábana, es un detalle tan específico y sin función clara en la historia que muchos estudiosos creen que solo tiene sentido como recuerdo personal de alguien que estuvo allí.
  53. Marcos 14:53Reunir a los principales sacerdotes, ancianos y escribas de una vez, incluso de madrugada, arma una sesión formal del consejo religioso, aunque en condiciones fuera del horario normal.
  54. Marcos 14:54Seguir “de lejos” ya es una señal de vacilación en Pedro — ni huye del todo ni se acerca abiertamente, quedando en un punto medio que prepara la escena de la negación.
  55. Marcos 14:55El consejo ya había decidido el veredicto antes incluso de oír cualquier testimonio — lo que buscaban era solo una justificación formal para una sentencia ya definida.
  56. Marcos 14:56La ley exigía testimonios coincidentes entre testigos, y el hecho de que no concordaran entre sí ya expone la fragilidad y la irregularidad de todo el proceso.
  57. Marcos 14:57El siguiente intento de acusación formal también viene cargado de distorsión, como el texto deja claro enseguida.
  58. Marcos 14:58La acusación probablemente distorsiona algo que Jesús realmente dijo sobre destruir y reconstruir el templo en tres días, una frase que otro evangelio liga a Su propio cuerpo, no al edificio físico.
  59. Marcos 14:59Incluso esa acusación específica falla en coincidir entre los testigos, exponiendo de nuevo la fragilidad del proceso armado contra Jesús.
  60. Marcos 14:60Ante el fracaso de los testigos, el sumo sacerdote intenta una nueva táctica: provocar a Jesús a incriminarse respondiendo directamente.
  61. Marcos 14:61Jesús queda en silencio ante la provocación, y solo reacciona cuando la pregunta cambia de tono: “el Bendito” era una forma respetuosa de referirse a Dios sin pronunciar Su nombre directamente.
  62. Marcos 14:62La respuesta de Jesús junta dos referencias bíblicas conocidas — un salmo sobre sentarse a la derecha del poder y una visión de Daniel sobre venir en las nubes — en la afirmación más directa que Él hace sobre Su propia identidad en todo el evangelio de Marcos.
  63. Marcos 14:63Rasgar la propia ropa era un gesto tradicional de luto u horror ante una blasfemia escuchada, una señal pública y dramática. El sumo sacerdote hace esto al oír a Jesús identificarse con un lenguaje reservado solo para Dios, y ese gesto marca oficialmente la acusación que lleva a la condena.
  64. Marcos 14:64La condena por blasfemia viene exactamente de esa respuesta: reivindicar ese tipo de posición e identidad sonaba, para el consejo, como una ofensa directa contra Dios.
  65. Marcos 14:65Pedirle que “profetizara” mientras lo vendaban y lo golpeaban era una burla cruel: el desafío era adivinar quién golpeaba sin poder ver, una forma de burlarse de la idea de que Él fuera de verdad un profeta.
  66. Marcos 14:66La escena baja del juicio formal de adentro al patio, donde Pedro se calienta junto al fuego, todavía sin saber lo que está por venir.
  67. Marcos 14:67Es una sirvienta, alguien de estatus social bajo, quien primero reconoce a Pedro — no un sacerdote ni un soldado, sino una joven que trabajaba en la casa.
  68. Marcos 14:68La negación viene acompañada de huida: Pedro sale hacia el atrio, y es en ese momento cuando el gallo canta por primera vez, cumpliendo parte de la predicción hecha horas antes.
  69. Marcos 14:69La misma sirvienta insiste, esta vez hablando con los que estaban cerca, sin dejar que Pedro escapara de la sospecha.
  70. Marcos 14:70El acento de Galilea delata a Pedro por completo: los galileos tenían una forma de hablar reconocible, distinta de la de Jerusalén, lo que hace la negación aún más difícil de sostener.
  71. Marcos 14:71La negación final viene con juramentos y maldiciones, la reacción más desesperada de Pedro hasta ahora, decidido a convencer a todos de que no conocía a Jesús.
  72. Marcos 14:72El canto del gallo de madrugada se usaba como marcador natural de la hora, sin necesidad de reloj, y Jesús había predicho exactamente ese detalle horas antes. Pedro recuerda la predicción en el momento exacto en que se cumple, y es ahí donde la escena se convierte en su punto más bajo en el evangelio.

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