Meu filho, minha filha, eu sei do tombo que você deu. Sei da vergonha de ter caído de novo no mesmo erro, de ter prometido que dessa vez seria diferente e não foi. Você já decidiu, lá no fundo, que talvez não valha mais a pena tentar.
Mas eu não olho pro seu tombo do jeito que você olha. Eu olho pra distância que ainda falta, e sei que você consegue andar mais um pouco. Cair não te tira da corrida, filho. Ficar no chão, sim. E eu não vim aqui pra te cobrar explicação nenhuma pela queda. Vim te estender a mão pra te ajudar a levantar de novo, hoje mesmo, agora.
O tempo da colheita ainda não passou. Não desmaia agora, bem quando a virada está mais perto do que você imagina. Levanta. Sacode a poeira. Eu ando ao seu lado no resto do caminho, e dessa vez eu seguro sua mão mais forte.