Meu filho, minha filha, o rancor que você guarda não está machucando quem te ofendeu. Está machucando você, todos os dias, um pouco mais fundo. É como beber veneno esperando que o outro morra. Enquanto isso, seu sono piora, seu humor muda, e coisas boas da sua vida ficam com gosto amargo sem nem perceber por quê.
Eu conheço essa raiz. Ela cresce escondida, alimentada por lembranças repetidas mentalmente, por conversas imaginárias onde você finalmente diz tudo o que devia ter dito. Mas essa raiz não te dá paz. Ela só se espalha e contamina até relações que não tinham nada a ver com a ofensa original.
Hoje eu quero arrancar essa raiz com você, não sozinho, porque sei que dói arrancar o que já criou casa dentro do peito. Me dá a mão. Vamos cavar fundo, tirar de você o que só serve para te envenenar, e plantar no lugar algo que dá fruto de verdade.