Eu sei da cadeira vazia nos aniversários. Sei da ligação que nunca veio, do abraço que faltou quando você mais precisou de um pai ou de uma mãe por perto. Essa ausência marcou você de um jeito que ninguém mais entende direito, e às vezes vira raiva, às vezes vira uma tristeza que nem tem nome.
Eu não vou te pedir para fingir que não doeu. Doeu, e ainda dói em dias assim, mais quietos. Mas eu quero te dizer uma coisa que talvez ninguém tenha dito: eu nunca te desamparei. Enquanto essa pessoa estava ausente do seu lado, eu estava presente, mesmo quando você não sabia reconhecer minha presença.
Perdoar esse pai ou essa mãe não significa dizer que a ausência foi certa. Significa parar de deixar que o vazio deles defina o tamanho do seu valor. Eu te recolho hoje, como um pai recolhe um filho no colo. Você não é o que faltou. Você é o que eu escolhi amar.