Vem cá, meu filho, minha filha. Eu quero te contar sobre um pai que teve um filho que pegou a herança, foi embora e gastou tudo com uma vida que não levava a lugar nenhum. Quando esse filho ficou sem nada, decidiu voltar, mesmo com vergonha, mesmo achando que não merecia mais ser chamado de filho.
O pai da história sou eu. E o que eu fiz quando o vi ainda longe, andando devagar, cheio de vergonha? Eu corri. Não esperei ele chegar arrastando os pés e pedindo desculpas formalmente. Corri, abracei, beijei o rosto sujo de estrada antes mesmo de ouvir uma palavra.
Se você está voltando para mim hoje, depois de um tempo longe, não precisa ensaiar o discurso perfeito. Eu já estou correndo ao seu encontro. Não existe distância grande demais para o meu amor por você.