Meu filho, minha filha, eu sei que você está esperando um pedido de desculpas que talvez nunca chegue. E essa espera está te consumindo por dentro, mais do que a ofensa em si. Eu não te pedi para esperar. Eu te pedi para perdoar.
Perdoar não é dizer que aquilo não doeu. Não é fingir que está tudo bem. É soltar da sua mão o direito de cobrar uma dívida que só está te prendendo. A outra pessoa pode nunca entender o tamanho do que fez. Mas você não precisa do entendimento dela para ser livre. Precisa da minha graça, que já está com você agora.
Eu perdoei você antes de você pedir direito, antes de entender o tamanho do que tinha feito. Foi assim que aprendi a te amar, e é assim que quero te ensinar a amar também. Solta essa mão hoje. Não pelo outro. Por você, e por mim.