Hoje eu quero te lembrar de uma coisa que você tenta esquecer só para conseguir levantar da cama: a saudade que dói é do exato tamanho do amor que existiu entre vocês. Eu não vou te pedir para parar de sentir falta, nem para apressar esse processo. Eu mesmo sinto falta com você, todos os dias em que essa pessoa faz falta na mesa, na ligação que não vem mais.
Você guarda o nome dele, dela, preso na garganta, com medo de que falar em voz alta doa demais, machuque de novo quem está por perto. Pode falar. Pode chorar o tempo que precisar, sem pedir desculpa por isso. Eu não tenho relógio marcado para o seu luto terminar. Eu não cobro que você já esteja bem só porque já se passou um tempo.
Um dia, e esse dia existe de verdade, eu vou limpar essa lágrima com a minha própria mão. Não é força de expressão: eu vou estar lá, literalmente, secando o que hoje escorre sozinho no travesseiro, na madrugada silenciosa. Até esse dia chegar, eu choro junto com você, sem pressa nenhuma.