Eu vi você segurando um bocado de coisas dentro do peito: a raiva que não teve pra quem descontar, a tristeza que fingiu não sentir na frente dos outros pra não preocupar ninguém, o cansaço que você disfarça com um sorriso de compromisso. Hoje eu te digo: pode derramar tudo isso aqui, comigo, sem medo de sobrecarregar. Eu sou refúgio, não sou frágil que quebra com sua dor.
Derramar o coração não é desabafo qualquer, jogado ao vento — é confiar que quem ouve não vai usar contra você depois, não vai julgar, não vai embora no meio da sua fala mais difícil. Eu aguento o peso do que você carrega, porque fui eu quem prometeu ser seu refúgio em todo tempo, não só nos dias bons e fáceis de viver.
Então hoje, se tem algo entalado dentro de você, fala comigo. Chora se precisar chorar. Grita se for o caso de gritar. Eu recebo cada gota do que você derramar diante de mim, e devolvo colo no lugar de onde a dor saiu.