Hoje eu quero te lembrar de te tratar com o mesmo carinho que você trata quem você ama. Sei que você repassa o dia inteiro tudo que fez de errado, cada detalhe que podia ter sido melhor, cada tarefa que ficou incompleta na lista, cada palavra que saiu torta numa conversa difícil.
Essa cobrança constante cansa mais do que o próprio trabalho, mais do que qualquer tarefa física. E eu preciso que você escute isto com atenção: sua capacidade de dar conta das coisas nunca veio só de você, sozinho, contando com as próprias forças. Ela sempre veio de mim, emprestada, renovada, oferecida sem cobrar juros por trás.
Solta um pouco essa régua interna hoje, essa vara de medir que você usa contra si mesmo sem piedade. Você fez o que deu, com o que tinha disponível no momento. Isso já é suficiente aos meus olhos, e pode começar a ser suficiente aos seus também, com o tempo e com paciência consigo mesmo.