Proverbios 5

VBL · Capítulo 5/31

1Hijo mío, presta atención a mi sabiduría. Escucha con cuidado mientras te explico el buen consejo,

2para que puedas tomar buenas decisiones, y protejas el conocimiento con tus labios.

3Porque los labios de una mujer inmoral pueden ser dulces como la miel; los besos de sus labios pueden ser suaves como el aceite,

4pero al final lo que obtendrás de ella es la amargura de ajenjo y el dolor cortante de una espada de doble filo.

5Ella te conducirá a la muerte, y te llevará hasta la tumba.

6Ella no sigue el camino que conduce a la vida, sino que deambula sin saber que está perdida.

7Ahora, hijo mío, escúchame. No rechaces lo que te he enseñado.

8¡Aléjate de ella! ¡No te acerques a su casa!

9De lo contrario, estarás entregando tu honra a otros, y tu reputación quedará en manos de gente cruel.

10Los extranjeros gastarán tu riqueza, y todo aquello por lo que has trabajado quedará en manos de otro.

11Cuando llegues al fin de tus días, gemirás de dolor mientras la enfermedad destruye tu cuerpo.

12Y dirás: “Oh, cómo aborrecía la disciplina, y mi mente aborrecía la corrección!

13No escuché lo que mi maestro decía, ni presté atención a mis instructores.

14Ahora estoy a punto de caer en total desgracia ante todos en la comunidad”.

15Bebe agua de tu propia cisterna, agua viva de tu propio pozo.

16¿Por qué dejar que tus fuentes se esparzan por fuera, y tus fuentes de agua sean derramadas por las calles?

17Guárdalas solo para ti, pues no son para compartirlas con extraños.

18Que tus fuentes de aguas sean benditas, y que disfrutes de la mujer con quien te casaste en tu juventud.

19Que ella sea para ti como una cierva amorosa, como una gacela llena de gracia. Que te intoxiques en sus pechos cada día, y te embriagues en su amor para siempre.

20¿Por qué dejarte intoxicar por una mujer inmoral? ¿Por qué aferrarte a los brazos de la mujer que actúa como prostituta?

21Porque el Señor ve todo lo que las personas hacen, e investiga cada lugar donde van.

22Los malvados quedarán atrapados por causa de sus malas acciones. Las cuerdas de sus pecados los atarán.

23Morirán por su falta de dominio propio, y estarán perdidos por su gran insensatez.

📖 Estudo do capítulo

Resumo

O pai alerta contra os lábios sedutores da mulher estranha, cujo fim é amargo como absinto. Ele recomenda fidelidade e alegria exclusiva na esposa da juventude, comparando-a a uma fonte que deve ser reservada só para o marido.

Explicação

Este é o primeiro de vários discursos de Provérbios dedicados especificamente a alertar contra o adultério (ver também capítulos 6 e 7), refletindo a preocupação prática de proteger a estrutura familiar, a herança de propriedade e a estabilidade social em Israel. A metáfora da esposa como "fonte" e "cisterna" reflete a importância vital da água em uma região árida — algo precioso, a ser guardado e não desperdiçado ou compartilhado livremente. Aplicação de hoje: cultivar exclusividade e alegria genuína no relacionamento conjugal protege contra a atração de alternativas que prometem prazer, mas terminam em ruína.

Curiosidades

  • A palavra hebraica para "cisterna" e "fonte" usada aqui é a mesma empregada em textos legais sobre propriedade de água em Israel, reforçando a ideia de posse exclusiva e cuidado dentro do casamento.
  • O "absinto" (losna) mencionado como comparação ao fim amargo da sedução é uma planta realmente conhecida por seu sabor extremamente amargo, usada na medicina antiga, e citada também em Apocalipse 8:11 como símbolo de amargura e julgamento.

Explicação versículo a versículo

  1. Proverbios 5:1Retoma o chamado de atenção que abre vários capítulos — antes de entrar no alerta sobre a mulher estranha, o pai pede pra o filho realmente prestar atenção, não só ouvir de passagem.
  2. Proverbios 5:2Explica o motivo de guardar esse conhecimento: proteger os próprios lábios, ou seja, ter discernimento suficiente pra não se deixar enganar por palavras bonitas.
  3. Proverbios 5:3Mel e azeite eram os sabores mais agradáveis da época — a imagem descreve o discurso sedutor da mulher estranha como algo literalmente doce e macio ao ouvido, fácil de engolir sem desconfiar. O contraste chega logo no verso seguinte, quando esse mesmo sabor vira amargo.
  4. Proverbios 5:4Depois de descrever a fala doce dessa mulher no verso anterior, o provérbio revela o contraste: o resultado final é amargo e cortante, como veneno e uma espada — o prazer inicial esconde a consequência real.
  5. Proverbios 5:5Descreve o caminho dessa mulher como um caminho de morte — os passos dela levam direto ao que o texto chama de Sheol, o mundo dos mortos, sem meio-termo.
  6. Proverbios 5:6Descreve como esse caminho é instável e imprevisível de propósito — quem segue por ali nem percebe que está se perdendo, porque a rota muda o tempo todo.
  7. Proverbios 5:7Reforça o apelo pra prestar atenção antes de continuar o alerta — repetir o chamado mostra o quanto esse aviso específico é considerado importante pelo autor.
  8. Proverbios 5:8O conselho mais prático do capítulo: nem chegue perto da casa dela. Evitar a tentação de longe é mais eficaz do que confiar em resistir já dentro da situação.
  9. Proverbios 5:9Alerta sobre o preço alto de ceder: perder a própria honra e entregar os melhores anos de vida a quem não vai valorizar isso — um aviso sobre consequências de longo prazo, não só do momento.
  10. Proverbios 5:10Descreve o prejuízo material: o esforço de uma vida inteira de trabalho pode acabar beneficiando estranhos, não a própria família, se a pessoa se deixar levar por esse caminho.
  11. Proverbios 5:11Descreve o arrependimento tardio, no fim da vida, quando o corpo já está desgastado pelas consequências das escolhas feitas antes — o texto usa linguagem física pra descrever um colapso que é também moral.
  12. Proverbios 5:12Imagina a fala de arrependimento de quem só percebe o erro depois de já ter vivido as consequências — odiar a correção quando era jovem e livre pra escolher.
  13. Proverbios 5:13Continua o lamento imaginado: não ter escutado professores e conselheiros na hora certa é apontado como a raiz do problema, não falta de aviso.
  14. Proverbios 5:14Descreve a vergonha pública como parte da consequência — ser exposto diante da comunidade, não só sofrer em segredo, era uma humilhação especialmente pesada na cultura da época.
  15. Proverbios 5:15'Cisterna' e 'poço' funcionam como metáfora de fidelidade conjugal — beber da própria fonte é ter relação só com a própria esposa, em contraste com buscar águas de fora, a mulher estranha do capítulo. É uma forma indireta e comum na poesia hebraica de falar de sexo sem descrever a cena.
  16. Proverbios 5:16A imagem de fontes e ribeiros se espalhando pela rua é uma metáfora de infidelidade — descreve alguém que desperdiça a intimidade do casamento com qualquer pessoa, em vez de guardá-la só pra dentro de casa.
  17. Proverbios 5:17Reforça a ideia anterior: essas 'águas' — a intimidade conjugal — deveriam ser exclusivas do casal, não compartilhadas com estranhos.
  18. Proverbios 5:18Depois do alerta contra a infidelidade, o capítulo vira pro positivo: pede pra valorizar e se alegrar com a própria esposa, tratando o casamento como fonte de bênção, não peso.
  19. Proverbios 5:19'Gazela' é um elogio de beleza e graça, comum na poesia amorosa do Oriente Próximo (aparece bastante no Cântico dos Cânticos também). O verso é a continuação direta da metáfora da fonte: descreve prazer sexual dentro do casamento, como o contrário natural do que o capítulo alerta contra nos versos ao redor.
  20. Proverbios 5:20Pergunta retórica que resume o argumento do capítulo: por que trocar a alegria genuína do próprio casamento pela armadilha de uma relação proibida?
  21. Proverbios 5:21Lembra que nada disso passa despercebido — todos os caminhos de uma pessoa são vistos e pesados por Deus, mesmo os que parecem escondidos dos outros.
  22. Proverbios 5:22A imagem trata o próprio pecado como uma corda que a pessoa vai amarrando em si mesma aos poucos, até ficar presa — não é um castigo aplicado de fora, é a consequência que o próprio hábito cria. É o mesmo raciocínio usado várias vezes no livro: o mal se pune sozinho, com o tempo.
  23. Proverbios 5:23Fecha o capítulo explicando a causa raiz da ruína: não é falta de sorte, é recusar correção e deixar que o próprio excesso guie as escolhas até o erro final.

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