Chegamos ao fim de um mês inteiro conversando sobre ansiedade, meu filho, minha filha, e eu quero que você olhe para trás e enxergue o caminho percorrido. Você trouxe a mim as contas, os medos, as noites maldormidas, as comparações, o pânico, as despedidas temidas. E eu recebi cada uma dessas cargas com os braços abertos.
A paz que eu ofereço não é ausência de tempestade — é a certeza de um abrigo firme no meio dela. Ela se mantém perfeita não porque sua vida ficou perfeita, mas porque seu pensamento aprendeu, aos poucos, a descansar em mim em vez de girar sozinho em círculos de medo.
Essa jornada não termina hoje. A ansiedade pode tentar voltar amanhã, na próxima semana, no próximo ano. Mas agora você sabe o caminho de volta: vem a mim, entrega o que pesa, respira na minha presença. Eu sou seu abrigo hoje, serei amanhã, e serei para sempre, sem nunca mudar de endereço.