Meu filho, minha filha, a perda que você carrega dói de um jeito que palavras bonitas não resolvem. Eu não vim aqui pra te apressar a superar, nem pra te dizer que a saudade deveria já ter passado. O luto tem seu tempo, e eu respeito cada lágrima que você ainda derrama por quem se foi.
Mas eu também quero te lembrar que você não chora como quem não tem esperança nenhuma. Existe uma diferença entre a dor da ausência e o desespero de quem acha que tudo terminou para sempre. Eu prometo um reencontro, um lugar onde toda lágrima será enxugada, e essa esperança não apaga a dor de hoje, mas ilumina um pouco o caminho até lá.
Continua chorando quando precisar, continua guardando a memória com carinho, mas não deixa que o luto apague completamente a esperança que eu coloquei em você. Persevera segurando as duas coisas juntas: a saudade real e a esperança real. Eu seguro sua mão nesse equilíbrio difícil.