Meu filho, minha filha, você já perdoou uma vez, talvez até várias vezes, mas a dor voltou, e com ela a tentação de retirar aquele perdão que parecia definitivo. Perdoar até o fim é bem diferente de perdoar uma vez só; muitas vezes é preciso escolher de novo, no mesmo dia, na mesma hora em que a lembrança dói de novo.
Eu não espero que a memória apague completamente o que aconteceu. Espero que você continue escolhendo não usar aquilo como arma, mesmo quando a mágoa volta a bater à porta. Perseverar no perdão é isso: renovar a decisão sempre que for necessário, sem se cobrar por sentir a dor de novo, apenas voltando a escolher soltar.
Hoje, se a mágoa voltou, não se condena por isso. Só volta a mim, e escolhe de novo perdoar, com a minha ajuda. Eu perdoo você continuamente, todos os dias, e é dessa fonte que você pode continuar tirando forças pra perdoar também.