Meu filho, minha filha, hoje talvez você não sinta vontade nenhuma de orar, de ler a Palavra, de fazer o que sabe que é certo. O sentimento sumiu, e você acha que sem ele não faz sentido continuar. Eu entendo esse vazio, mais do que você imagina.
Mas a fé que dura não depende só do sentimento do momento; ela se sustenta na decisão que você toma mesmo quando não sente nada. É como exercitar um músculo: no início dói, parece inútil, mas é exatamente esse esforço repetido que fortalece o que antes era fraco. Continuar praticando o bem mesmo sem emoção é uma forma profunda de fidelidade.
Não espera sentir pra agir certo. Ora sem sentir, se aproxima de mim sem sentir, faz o certo sem sentir, e deixa que o sentimento volte no seu tempo, como fruto da disciplina. Eu estou aqui, sentindo por você, enquanto você aprende a caminhar por fé.