Eu sei que você já decorou o nome do exame, o tom de voz do médico, o silêncio antes do resultado. A sala de espera virou um lugar conhecido demais, e o medo mora ali junto com você, folheando revista velha e imaginando os piores cenários.
Meu filho, minha filha, eu não prometo que todo exame vai sair como você quer. Mas prometo que nenhum resultado pega você desacompanhado. Antes de você entrar naquela sala, eu já estava lá. Antes do laudo sair, eu já conhecia cada letra dele, e já tinha um plano pra caminhar com você, seja qual for a notícia.
A esperança que eu dou não é a certeza de que o pior nunca vai acontecer. É a certeza de que, aconteça o que acontecer, eu seguro sua mão até o fim da história. Para mim nada é impossível — nem curar, nem sustentar quem espera, nem transformar a pior notícia em caminho de fé.