Meu filho, minha filha, eu preciso te falar uma verdade difícil: talvez essa pessoa nunca mude. Talvez continue com o mesmo comportamento que te machucou, sem reconhecer o erro, sem pedir desculpas, sem se importar o suficiente para tentar ser diferente. E você fica se perguntando se vale a pena perdoar alguém que nem parece merecer.
O perdão que eu ensino não depende da mudança do outro. Se dependesse, eu nunca teria perdoado ninguém, porque muita gente que eu amo continua repetindo os mesmos erros depois de anos. Eu perdoo pelo que sou, não pelo que a pessoa faz em resposta.
Perdoar quem provavelmente não vai mudar não significa que você precisa manter essa pessoa perto de você da mesma forma. Pode ser necessário colocar distância, proteger seu coração, criar limites saudáveis. Mas o perdão interno, esse é para você, não para o outro. É a chave que te tira da prisão de esperar uma mudança que talvez nunca aconteça.