Meu filho, minha filha, existe um tipo de culpa que eu vejo em você: a culpa de ter demorado anos para perdoar alguém, ou de ter guardado rancor por tempo demais, mesmo sabendo que eu pedia outra coisa. Agora que você finalmente perdoou, vem outra cobrança: por que não fiz isso antes? Quanto tempo eu desperdicei com ódio?
Eu não uso relógio para medir minha graça sobre você. Minhas misericórdias se renovam a cada manhã, o que significa que hoje é um dia novo, sem o peso de ontem. O tempo que você levou para chegar até aqui não anula o milagre de ter chegado. Muita gente nunca chega a perdoar. Você chegou.
Para de se culpar pelo caminho que trouxe você até a liberdade de hoje. Às vezes o processo de perdoar é longo porque a ferida era profunda, e isso não é fraqueza, é humanidade. Eu celebro com você essa vitória, sem cobrar o tempo que ela levou para acontecer.