Eu percebo o incômodo de olhar no espelho e ver um corpo diferente do que era antes, mais lento, mais dolorido, marcado pelo tempo que passou ou pela doença que chegou. O mundo trata isso como perda de valor, como se a idade fosse motivo de vergonha. Eu não penso assim, nunca pensei. Eu nunca medi seu valor pela sua aparência ou pela sua força física de antigamente.
Você pode envelhecer, pode adoecer, pode mudar completamente por fora, e ainda assim continuar dando fruto que realmente importa: sabedoria acumulada, presença tranquila, amor amadurecido pelas experiências, histórias que só quem viveu de verdade pode contar. Eu não descarto quem já não corre tão rápido quanto antes corria.
Eu cuido de cada fase do seu corpo com o mesmo carinho de sempre, do primeiro ao último dia da sua vida. Onde há dor, eu sustento você. Onde há medo do declínio, eu ofereço minha presença constante. Você continua florescendo, mesmo que de um jeito bem diferente do que imaginava quando era mais jovem.