Eu senti o seu peito apertar de novo essa semana, aquele nó que sobe sem aviso nenhum e faz o coração disparar por motivo nenhum específico que você consiga apontar. Ansiedade não é frescura, nem falta de fé como algumas pessoas insistem em dizer. É uma dor real, e eu não fecho os olhos para ela, nem para você quando ela aperta.
Você tenta controlar tudo sozinho, prever cada cenário ruim antes mesmo que aconteça, como se isso pudesse realmente te proteger de algo. Só que isso está te esgotando cada vez mais, roubando sua energia de viver o hoje. Eu não pedi que você carregasse o peso de adivinhar o futuro inteiro. Esse fardo é meu, não seu.
Traz para mim, em palavras simples, sem enfeite, o que está apertando seu peito agora mesmo. Não precisa ser bonito nem organizado como uma oração de igreja. Eu recebo cada petição desesperada exatamente como recebo as calmas e tranquilas. E onde a ansiedade grita mais alto, eu quero colocar minha paz sentada bem do lado.