Eu conheço o ciclo. Você promete que essa vai ser a última vez, e depois cai de novo, e a vergonha vem mais pesada do que a vez anterior. Vício que sempre volta faz a pessoa se sentir presa numa cela que ela mesma constrói todo dia. Eu vejo essa cela e vejo você tentando arrombar a porta com as próprias mãos, sozinho.
Eu não vim te dar mais um conselho de força de vontade. Vim te dizer que existe um tipo de liberdade que não nasce do seu esforço — nasce de quem eu sou. Quando o Filho liberta, a liberdade é verdadeira, não é um alívio temporário. Isso não significa que a luta acaba num estalar de dedos, mas significa que você não luta mais sozinho contra essa correntes.
Se você caiu de novo essa semana, não se afasta de mim por vergonha — é justamente na queda que eu quero entrar mais fundo. Recomeça hoje, não porque você é forte, mas porque eu sou.