Eu quero que você entenda uma coisa hoje: você não é um convidado tolerado na minha casa. Você é filho, adotado por decisão minha, de propósito, muito antes de você fazer qualquer coisa pra merecer. Adoção não é um favor de última hora — foi planejada com prazer, 'segundo o beneplácito da minha vontade', que quer dizer: eu quis, eu escolhi, eu fiz questão.
Se você cresceu se sentindo sobrando em algum lugar, se sentindo de favor, se sentindo que precisa se esforçar pra ganhar seu lugar à mesa — isso não vem de mim. Na minha casa você tem nome, tem herança, tem lugar reservado desde antes da fundação do mundo.
Para de viver como órfão numa casa de filho. O documento já está assinado, o nome já está na família, e ninguém, nem você mesmo, pode rasgar essa adoção.