Eu sei o que você fez. Sei da queda que você jura que não ia repetir, e repetiu. Sei do peso que você carrega desde então, andando com a cabeça baixa como se eu tivesse virado as costas pra você. Mas eu não virei.
Meu filho, minha filha, eu não estou esperando você chegar perfeito pra te olhar de novo nos olhos. Eu já estava olhando pra você no meio da queda. A luz que eu ofereço não é pra te expor e te condenar — é pra te limpar. O sangue do meu Filho não lava só os pecados pequenos, lava esse que você acha grande demais.
Hoje eu quero te lembrar: recomeçar não é fingir que nada aconteceu. É caminhar de novo na luz, mesmo com vergonha, e descobrir que eu já estava lá esperando com os braços abertos, não com os braços cruzados.