Salmos 75
- Para o regente, conforme “altachete”; salmo e cântico de Asafe: Louvamos a ti, ó Deus; louvamos, e perto [está] o teu nome; são anunciadas as tuas maravilhas.
- O que eu recebi, no [tempo] determinado, julgarei de forma justa.
- A terra e todos os seus moradores [são] dissolvidos; [porém] eu fortifiquei suas colunas. (Selá)
- Eu disse aos orgulhosos: Não sejais orgulhosos!E aos perversos: Não exalteis o vosso poder!
- Não confieis em vosso poder, nem faleis com arrogância.
- Porque a exaltação não vem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto;
- Mas sim [de] Deus, que é o Juiz; ele abate a um, e exalta a outro.
- Porque o SENHOR [tem] um copo na mão; com vinho espumado, cheio de mistura, e ele o derramará; e os perversos da terra o beberão e sugarão até seus restos.
- Mas eu [o] anunciarei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.
- E cortarei todas as arrogâncias dos perversos; [mas] os rostos dos justos serão exaltados.
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Salmos 75
Resumo
Asafe declara que Deus é o juiz que decide quando agir, alertando os arrogantes para não se exaltarem, pois a exaltação não vem do oriente, ocidente ou deserto, mas somente de Deus, que abate uns e exalta outros.
Explicação
Este salmo usa a imagem de um 'cálice' com vinho misturado que Deus oferece aos ímpios para beberem até as fezes — uma metáfora comum nos textos proféticos para descrever o juízo divino como algo inevitável para quem persiste na maldade (imagem retomada depois em Isaías 51:17 e Apocalipse 14:10). A afirmação de que a exaltação não vem de nenhuma direção geográfica humana, mas somente de Deus, é um lembrete importante contra a arrogância de quem atribui o próprio sucesso unicamente ao mérito ou esforço pessoal. A aplicação de hoje: reconhecer que posições de honra e sucesso, em última análise, dependem de uma soberania maior que os próprios esforços humanos, o que deveria gerar humildade, não arrogância.
Curiosidades
- A imagem do 'cálice' de julgamento divino misturado com vinho (v.8) é retomada em vários textos proféticos posteriores, incluindo Isaías 51:17, Jeremias 25:15 e, no Novo Testamento, Apocalipse 14:10, mostrando a continuidade dessa metáfora ao longo de toda a Bíblia.
- Este salmo é atribuído a Asafe e continua o tom de reflexão sobre justiça divina do Salmo 73, sugerindo que os salmos de Asafe (50, 73-83) formam um bloco temático coerente dentro do Saltério, com foco recorrente em justiça e juízo.