Salmos 21
- Salmo de Davi para o regente: SENHOR, em tua força o rei se alegra; e como ele fica contente com tua salvação!
- Tu lhe deste o desejo de seu coração; e tu não negaste o pedido de seus lábios. (Selá)
- Porque tu foste até ele com bênçãos de bens; tu puseste na cabeça dele uma coroa de ouro fino.
- Ele te pediu vida, [e] tu lhe deste; muitos dias, para todo o sempre.
- Grande [é] a honra dele por tua salvação; honra e majestade tu lhe concedeste.
- Porque tu o pões em bênçãos para sempre; tu fazes abundante a alegria dele com tua face.
- Porque o rei confia no SENHOR; e ele nunca se abalará com a bondade do Altíssimo.
- Tua mão alcançará a todos o os teus inimigos; tua mão direita encontrará aos que te odeiam.
- Tu os porás como que [num] forno de fogo no tempo [em que se encontrarem] em tua presença; o SENHOR em sua ira os devorará; e fogo os consumirá.
- Tu destruirás o fruto deles de [sobre] a terra; e [também] a semente deles dos filhos dos homens.
- Porque eles quiseram o mal contra ti; planejaram uma cilada, [mas] não tiveram sucesso.
- Porque tu os porás em fuga; com [tuas flechas] nas cordas tu lhes apontarás no rosto.
- Exalta-te, SENHOR, em tua força; cantaremos e louvaremos o teu poder.
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Salmos 21
Resumo
Em contraste com o salmo anterior (uma oração antes da batalha), este é um cântico de ação de graças após a vitória, celebrando as bênçãos que Deus concedeu ao rei e prevendo a derrota total de seus inimigos.
Explicação
Formando um par com o Salmo 20, este texto celebra o cumprimento da oração anterior: o rei recebeu vida longa, glória e vitória sobre seus inimigos. A menção de uma 'coroa de ouro fino' e da 'vida para sempre' sugere uma linguagem que, com o tempo, passou a ser lida messianicamente — não apenas sobre um rei terreno, mas sobre um governo eterno que a tradição cristã associa a Cristo. A aplicação prática: celebrar publicamente as respostas de Deus é tão importante espiritualmente quanto pedir por elas.
Curiosidades
- A frase 'longura de dias para sempre e eternamente' (v.4) é um exagero poético comum em textos reais do Oriente Próximo antigo para desejar vida longa ao monarca, semelhante a fórmulas usadas em inscrições egípcias e mesopotâmicas.
- Este salmo, junto ao anterior, provavelmente fazia parte de um ritual de duas partes: uma oração antes da guerra (Salmo 20) e uma ação de graças depois da vitória (Salmo 21).