Provérbios 5
- Filho meu, presta atenção à minha sabedoria, inclina teus ouvidos ao meu entendimento.
- Para que guardes o bom-senso; e teus lábios conservem o conhecimento.
- Porque os lábios da mulher pervertida gotejam mel; e sua boca é mais suave que o azeite.
- Porém seu fim é mais amargo que o absinto; é afiado como a espada de dois fios.
- Seus pés descem à morte; seus passos conduzem ao Xeol.
- Para que não ponderes a vereda da vida, os percursos delas são errantes, e tu não os conhecerás.
- E agora, filhos, escutai-me; e não vos desvieis das palavras de minha boca.
- Mantenha teu caminho longe dela; e não te aproximes da porta da casa dela.
- Para que não dês tua honra a outros, nem teus anos [de vida] aos cruéis.
- Para que estranhos não se fartem de teu poder, e teus trabalhos [não sejam] aproveitados em casa alheia;
- E gemas em teu fim, quando tua carne e teu corpo estiverem consumidos.
- E digas: Como eu odiei a correção, e meu coração desprezou a repreensão?
- E não escutei a voz de meus ensinadores, nem ouvi a meus mestres.
- Quase me achei em todo mal, no meio da congregação e do ajuntamento.
- Bebe água de tua [própria] cisterna, e das correntes de teu [próprio] poço.
- Derramar-se-iam por fora tuas fontes, [e] pelas ruas os ribeiros de águas?
- Sejam somente para ti, e não para os estranhos contigo.
- Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher de tua juventude.
- [Seja ela] uma cerva amorosa e gazela graciosa; que os seios dela te fartem em todo tempo; e anda pelo caminho do amor dela continuamente.
- E por que tu, filho meu, andarias perdido pela estranha, e abraçarias o peito da [mulher] alheia?
- Pois os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR; e ele pondera todos os seus percursos.
- O perverso será preso pelas suas [próprias] perversidades; e será detido pelas cordas de seu [próprio] pecado.
- Ele morrerá pela falta de correção; e andará sem rumo pela grandeza de sua loucura.
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Provérbios 5
Resumo
O pai alerta contra os lábios sedutores da mulher estranha, cujo fim é amargo como absinto. Ele recomenda fidelidade e alegria exclusiva na esposa da juventude, comparando-a a uma fonte que deve ser reservada só para o marido.
Explicação
Este é o primeiro de vários discursos de Provérbios dedicados especificamente a alertar contra o adultério (ver também capítulos 6 e 7), refletindo a preocupação prática de proteger a estrutura familiar, a herança de propriedade e a estabilidade social em Israel. A metáfora da esposa como "fonte" e "cisterna" reflete a importância vital da água em uma região árida — algo precioso, a ser guardado e não desperdiçado ou compartilhado livremente. Aplicação de hoje: cultivar exclusividade e alegria genuína no relacionamento conjugal protege contra a atração de alternativas que prometem prazer, mas terminam em ruína.
Curiosidades
- A palavra hebraica para "cisterna" e "fonte" usada aqui é a mesma empregada em textos legais sobre propriedade de água em Israel, reforçando a ideia de posse exclusiva e cuidado dentro do casamento.
- O "absinto" (losna) mencionado como comparação ao fim amargo da sedução é uma planta realmente conhecida por seu sabor extremamente amargo, usada na medicina antiga, e citada também em Apocalipse 8:11 como símbolo de amargura e julgamento.