Josué 20
- E falou o SENHOR a Josué, dizendo:
- Fala aos filhos de Israel, dizendo: Assinalai-vos as cidades de refúgio, das quais eu vos falei por Moisés;
- Para que se acolha ali o homicida que matar a alguém por acidente e não de propósito; que vos sejam por refúgio do vingador do morto.
- E o que se refugiar a alguma daquelas cidades se apresentará à porta da cidade, e dirá suas causas, ouvindo-o os anciãos daquela cidade: e eles o receberão consigo dentro da cidade, e lhe darão lugar que habite com eles.
- E quando o vingador do morto o seguir, não entregarão em sua mão ao homicida, porquanto feriu a seu próximo por acidente, nem teve com ele antes inimizade.
- E ficará naquela cidade até que compareça em juízo diante do ajuntamento, até a morte do grande sacerdote que for naquele tempo: então o homicida voltará e virá à sua cidade e à sua casa e à cidade de onde fugiu.
- Então assinalaram a Quedes na Galileia, no monte de Naftali, e a Siquém no monte de Efraim, e a Quiriate-Arba, que é Hebrom, no monte de Judá.
- E da outra parte do Jordão de Jericó, ao oriente, assinalaram a Bezer no deserto, na planície da tribo de Rúben, e a Ramote em Gileade da tribo de Gade, e a Golã em Basã da tribo de Manassés.
- Estas foram as cidades assinaladas para todos os filhos de Israel, e para o estrangeiro que morasse entre eles, para que se acolhesse a elas qualquer um que ferisse pessoa por acidente, e não morresse por meio do vingador do morto, até que comparecesse diante do ajuntamento.
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Josué 20
Resumo
São estabelecidas seis cidades de refúgio, três de cada lado do Jordão, onde quem matasse alguém acidentalmente poderia se abrigar da vingança de sangue.
Explicação
Na cultura antiga, era comum que parentes do morto buscassem vingança imediata, mesmo em casos de morte acidental sem intenção de matar. As cidades de refúgio criavam um sistema de justiça que distinguia homicídio culposo de assassinato premeditado, garantindo um julgamento justo diante dos anciãos antes de qualquer punição. Esse sistema, avançado para sua época, protegia tanto o acusado de vingança precipitada quanto a sociedade da impunidade, exigindo que o refugiado permanecesse na cidade até a morte do sumo sacerdote. É um retrato de como a lei de Deus buscava equilibrar justiça e misericórdia.
Curiosidades
- As seis cidades de refúgio estavam distribuídas estrategicamente para que nenhum israelita ficasse a mais de um dia de viagem de uma delas, facilitando o acesso rápido em caso de necessidade.
- A liberação do refugiado somente após a morte do sumo sacerdote é vista por muitos comentaristas cristãos como uma imagem da libertação trazida pela morte de Cristo, o sumo sacerdote definitivo.