Isaías 39

  1. Naquele tempo, Merodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, enviou [mensageiros com] cartas e um presente a Ezequias, porque tinha ouvido que ele havia ficado doente e já tinha se curado.
  2. E Ezequias se alegrou com eles, e lhes mostrou a casa de teu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os melhores óleos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achou em seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse.
  3. Então o profeta Isaías veio ao rei Ezequias, e lhe disse: O que aqueles homens disseram? E de onde eles vieram a ti?E Ezequias disse: Eles vieram a mim de uma terra distante, da Babilônia.
  4. E ele lhe disse: O que viram em tua casa?E Ezequias disse: Eles viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há em meus tesouros que eu não tenha lhes mostrado.
  5. Então Isaías disse a Ezequias: Ouve a palavra do SENHOR dos exércitos:
  6. Eis que vem dias em que tudo quanto houver em tua casa, e que teus pais acumularam até o dia de hoje, será levado à Babilônia; nada restará, diz o SENHOR.
  7. E [até] de teus filhos, que procederem de ti, e tu gerares, tomarão; e eles serão eunucos no palácio do rei da Babilônia.
  8. Então Ezequias disse a Isaías: Boa é a palavra do SENHOR que falaste.Disse também: Pois haverá paz e segurança em meus dias.

Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0

💡 Entenda Isaías 39

Resumo

Mensageiros da Babilônia visitam Ezequias, que orgulhosamente lhes mostra todos os seus tesouros e armamentos. Isaías o repreende, profetizando que um dia tudo isso, e até os descendentes do rei, seriam levados cativos para a Babilônia.

Explicação

Este capítulo funciona como uma dobradiça importante no livro de Isaías: a menção da Babilônia aqui (ainda um reino secundário na época de Ezequias, cerca de 701 a.C.) prepara o terreno para a segunda metade do livro (capítulos 40-66), que trata extensamente do futuro exílio babilônico e do retorno. A ingenuidade de Ezequias, orgulhoso em mostrar riquezas a visitantes estrangeiros sem perceber o perigo político, contrasta com sua sabedoria espiritual mostrada nos capítulos anteriores — lembrando que até bons líderes cometem erros de julgamento. A resposta surpreendentemente resignada de Ezequias ('boa é a palavra do Senhor... haja paz em meus dias') mostra aceitação, ainda que egoísta, do julgamento que só afetaria gerações futuras. A aplicação hoje é que ostentar conquistas ou riquezas sem discernimento pode abrir portas para problemas futuros que talvez não vejamos, mas que afetarão os que vêm depois de nós.

Curiosidades