Cânticos 7
- [Ele] : Como são belos os teus pés nas sandálias, ó filha de príncipe! Os contornos de tuas coxas são como joias, [como] obra das mãos de um artesão.
- Teu umbigo é [como] uma taça redonda, que não falta bebida; teu abdome é [como] um amontoado de trigo, rodeado de lírios.
- Teus dois seios são como dois filhos gêmeos da corça.
- Teu pescoço é como uma torre de marfim; teus olhos são [como] os tanques de peixes de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim. Teu nariz é como a torre do Líbano, que está de frente a Damasco.
- Tua cabeça sobre ti, como o [monte] Carmelo, e o trançado dos cabelos cabeça como púrpura; o rei está [como que] atado em [tuas] tranças.
- Como tu és bela! Como tu és agradável, ó amor em delícias!
- Esta tua estatura é semelhante à palmeira, e teus seios são [como] cachos [de uvas] .
- Eu disse: Subirei à palmeira, pegarei dos seus ramos; e então teus seios serão como os cachos da videira, e a fragrância de teu nariz como o das maçãs.
- E tua boca [seja] como o bom vinho; [Ela] : [Vinho] que se entra a meu amado suavemente, e faz falarem os lábios dos que dormem.
- Eu sou do meu amado, e ele me deseja.
- Vem, amado meu! Saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.
- Saiamos de madrugada até às vinhas, vejamos se as videiras florescem, se suas flores estão se abrindo, se as romãzeiras já estão brotando; ali te darei os meus amores.
- As mandrágoras espalham seu perfume, e junto a nossas portas há todo tipo de excelentes frutos, novos e velhos; eu os guardei para ti, meu amado.
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Cânticos 7
Resumo
O amado continua a admirar a beleza da amada, da cabeça aos pés, comparando-a a uma palmeira e seus frutos. Ela responde convidando-o a saírem juntos ao campo e às aldeias para desfrutarem do amor.
Explicação
Este capítulo retoma o estilo descritivo elogioso, mas agora é a amada quem toma a iniciativa de propor um encontro romântico ao ar livre, entre vinhas e romãzeiras — símbolos de fertilidade e vida na paisagem agrícola de Israel. A expressão "eu sou do meu amado, e ele me tem afeição" (verso final citado na tradição, comparável a 2:16 e 6:3) reforça o tema central do livro: a mutualidade e a reciprocidade do desejo entre os dois. Aplicação de hoje: em um casamento saudável, tanto o homem quanto a mulher têm liberdade e iniciativa para expressar desejo e buscar intimidade.
Curiosidades
- As "mandrágoras" mencionadas no fim do capítulo eram uma planta associada popularmente à fertilidade no antigo Oriente Médio, também citada na história de Raquel e Lia em Gênesis 30:14-16.
- A comparação da amada com uma palmeira (tamareira) reflete uma árvore altamente valorizada na região por sua utilidade total — fruto, sombra, madeira e fibra — e por seu porte elegante e ereto.