Apocalipse 6
- E eu vi quando o Coreiro abriu um dos selos; e ouvi um dos quatro animais dizendo [com] voz como de trovão: “Vem, e vê.”
- E eu olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado sobre ele tinha um arco; e uma coroa lhe foi dada, e ele saiu [como] conquistador, e para que conquistasse.
- E quando ele abriu o segundo selo, eu ouvi o segundo animal dizendo: “Vem, e vê.”
- E saiu outro cavalo vermelho; e ao que estava sentado sobre ele foi concedido que tirasse a paz da terra, e que uns aos outros se matassem; e uma grande espada lhe foi dada.
- E quando ele abriu o terceiro celo, eu ouvi o terceiro animal dizer: “Vem, e vê.” E olhei, e eis um cavalo preto, e o que estava sentado sobre ele tinha uma balança na sua mão.
- E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, dizendo: “Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.”
- E quando ele abriu o quarto selo, eu ouvi a voz do quarto animal dizendo: “Vem, e vê.”
- E eu olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava sentado sobre ele, seu nome [era] Morte; e o Xeol o seguia. E foi-lhes dada autoridade para matar a quarta [parte] da terra, com espada, com fome, com morte [por doença] , e com os animais ferozes da terra.
- E quando ele abriu o quinto selo, eu vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus, e por causa do testemunho que tinham.
- E clamavam com grande voz, dizendo: “Até quando, Santo e Verdadeiro Soberano, não julgas e vingas nosso sangue daqueles que habitam sobre a terra?”
- E foram dados a cada um [deles] compridas roupas brancas; e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completassem os seus companheiros de serviço e seus irmãos, que [ainda] viriam a ser mortos.
- E eu vi quando ele abriu o sexto selo, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol se tornou preto como um saco feito de pelos de animais, e a lua se tornou como sangue.
- E as estrelas do céu caíram sobre a terra como a figueira lança de si seus figos verdes, abalada por um grande vento.
- E o céu se removeu como um rolo de livro que se enrola; e todos os montes e ilhas se moveram de seus lugares.
- E os reis da terra, e os grandes, e os rigos, e os comandantes, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas.
- E diziam aos montes, e às rochas: “Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está sentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;
- Porque chegou o dia da sua grande ira; e quem poderá ficar de pé?”
Texto: Bíblia Livre — CC BY 4.0
💡 Entenda Apocalipse 6
Resumo
O Cordeiro começa a abrir os sete selos, liberando quatro cavaleiros simbólicos — associados a conquista, guerra, fome e morte — seguidos pelas almas dos mártires clamando por justiça, e por fim grandes sinais cósmicos que aterrorizam a humanidade.
Explicação
Os chamados 'Quatro Cavaleiros do Apocalipse' (branco, vermelho, preto e amarelo/pálido) tornaram-se uma das imagens mais famosas de toda a literatura mundial, simbolizando forças destrutivas que atravessam a história humana: conquista militar, guerra civil, escassez econômica e morte generalizada. O quinto selo revela algo emocionalmente comovente: as almas dos que morreram por sua fé, ainda aguardando justiça completa de Deus, mostrando que o livro reconhece abertamente o sofrimento real dos perseguidos sem minimizá-lo. Os sinais cósmicos do sexto selo — sol escurecido, lua como sangue, estrelas caindo — usam linguagem apocalíptica tradicional do Antigo Testamento (como em Joel 2 e Isaías 13) para comunicar que o julgamento de Deus é iminente e abrangente. A aplicação de hoje é que o livro não ignora o sofrimento humano real, mas o situa dentro de uma narrativa maior que caminha para a justiça final de Deus.
Curiosidades
- A expressão 'os quatro cavaleiros do Apocalipse' se tornou tão popular na cultura ocidental que é usada até hoje em contextos totalmente seculares — política, esportes, economia — para descrever qualquer conjunto de quatro forças destrutivas ou ameaçadoras.